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“Sepulturas que contam histórias” levam 600 crianças ao Desterro

Publicada em 27/11/2018 às 14:30

O diretor do Serviço Funerário Municipal, Silvio Ermani, passando as orientações às crianças para o início do passeio

Nas últimas cinco semanas, cerca de 600 crianças de quatro Emebs de Jundiaí visitaram o Cemitério Nossa Senhora do Desterro para conhecer o projeto “Sepulturas que contam histórias”, lançado pela Fundação Municipal de Ação Social (FUMAS) em agosto durante o Mês do Patrimônio Histórico de Jundiaí, com o objetivo de preservar a memória de personalidades de destaque na cidade e que estão sepultadas na necrópole mais antiga da região. Alunos do 2º a 5º ano das escolas Rotary Club (Anhangabaú), Adelino Brandão (Morada das Vinhas), Lázaro Miranda Duarte (Vila Jundiainópolis) e Marina de Almeida Rinaldi Carvalho (Jd. Tulipas) visitaram as sepulturas de personalidades como o Conde do Parnaíba, o Barão de Jundiaí, o engenheiro Leonardo Cavalcanti, Dr. Domingos Anastásio, entre outros. Até o momento, 43 personalidades da cidade já tiveram suas histórias inseridas no projeto e, até o final deste ano, outros históricos também serão disponibilizados no site da FUMAS (com acessibilidade, inclusive, através da leitura de QR Codes instalados nas próprias sepulturas).

A oportunidade para conhecer o projeto surgiu a partir de uma atividade proposta pelo programa educacional Amigos do Zippy, desenvolvido pela Unidade de Gestão de Educação (UGE) e que trabalha em sala de aula as questões ligadas à saúde mental e bem estar emocional das crianças, com a finalidade de que elas possam desenvolver habilidades para lidar com as situações cotidianas. “Um dos sentimentos trabalhados pelo Amigos do Zippy é o luto, a perda de um ente querido. A visita ao cemitério fora do momento de dor é uma proposta para que os alunos vejam que o cemitério é, apenas, um lugar de respeito e saudade, onde as pessoas queridas descansam”, destacou a professora Ana Carolina do Prado, vice-diretora da Emeb Rotary Club.

Guiadas pelo diretor do Serviço Funerário Municipal, Silvio Ermani, cada visita durou cerca de uma hora, com explicações sobre as histórias de aproximadamente 10 personalidades sepultadas no Desterro, que em 2018 completou 150 anos de existência. As crianças conheceram a antiga rua principal do cemitério, com o portão de entrada pela Rua Campos Sales, e também descobriram que a portaria atual foi construída somente nos anos 40, durante a gestão do prefeito Manoel Annibal Marcondes, assassinado durante o cumprimento do seu mandato. “Pudemos unir nestes passeios um pouco da história de Jundiaí e questões difíceis de serem trabalhadas, como o luto. Gosto de destacar que esta é uma oportunidade para que as crianças vejam que a morte faz parte da vida e que, diante da certeza de que um dia ela chegará para todos nós, temos de nos preocupar em dar valor à nossa família, em tratar bem a quem amamos e agir sempre corretamente em todas as nossas atitudes”, ressaltou Ermani.

Para os alunos de duas escolas, o roteiro também foi acrescido pela visita ao jazigo dos professores que batizam as Emebs, ambos sepultados no Desterro. “Os alunos gostaram muito dessa experiência e ficaram surpresos por encontrar o jazigo da patrona da escola, a professora Marina de Almeida Rinaldi Carvalho. Muitos se emocionaram porque não pensavam que ela já tivesse falecido… Fizeram até cálculos para descobrir com quantos anos ela faleceu. Observaram que há mais parentes junto dela e viram que o cemitério é lugar de muitas histórias”, contou a professora Iara Turquetto e Silva, coordenadora pedagógica da Emeb Marina de Almeida Rinaldi Carvalho. Já para a turma da Emeb Lázaro Miranda Duarte, o estudo sobre a vida do patrono começou já na sala de aula. “As professoras encontraram o histórico do professor Lázaro no site da FUMAS e trabalharam com os alunos previamente, tornando a visita mais interessante e os alunos mais entusiasmados em realizá-la. A visita deixou de ser apenas uma etapa do projeto e se tornou um aprendizado cultural e histórico”, acrescentou a professora Margarete Dresseneti de Campos, coordenadora pedagógica da Emeb Lázaro.

Assessoria de Imprensa – FUMAS
Fotos: Divulgação


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